O mercado mundial de café caminha para uma mudança importante no equilíbrio entre oferta e demanda. A Organização Internacional do Café estima produção global recorde de 183,6 milhões de sacas em 2025/26, alta de 4,4%, enquanto o consumo deve recuar para 180,6 milhões de sacas. O resultado aponta para um superávit próximo de 3 milhões de sacas, o primeiro após quatro safras consecutivas de déficit.
O aumento da oferta brasileira reforça esse cenário. Em agosto, o Brasil exportou 4,155 milhões de sacas, crescimento de 31% em relação ao mesmo mês do ano anterior e recorde para o período.
A combinação entre maior disponibilidade global, avanço das exportações brasileiras e expectativa de recomposição dos estoques certificados da ICE tem aumentado a pressão sobre as cotações em Nova York.
No mercado físico brasileiro, esse ambiente tende a ampliar a importância da qualidade, dos diferenciais e do momento de comercialização, especialmente para produtores, cooperativas, exportadores e compradores.
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