O mercado de café inicia setembro dividido entre o avanço da oferta brasileira e estoques internacionais extremamente baixos.
Em Nova York, o arábica voltou a operar pressionado nesta terça-feira, refletindo a entrada da safra brasileira e a realização de posições após a forte volatilidade observada em agosto.
A colheita brasileira 2026/27 está praticamente concluída. Segundo a Safras & Mercado, cerca de 97% dos trabalhos haviam sido finalizados até 26 de agosto, aumentando gradualmente a disponibilidade de café no mercado físico.
Por outro lado, os estoques certificados de arábica na ICE permanecem em níveis críticos, próximos de 224 mil sacas, um dos menores volumes em décadas. Esse quadro continua oferecendo sustentação às cotações e deixa o mercado vulnerável a movimentos bruscos.
Outro ponto de atenção é a qualidade. No Cerrado Mineiro, chuvas provocaram queda de parte dos frutos no chão, podendo aumentar a disponibilidade de cafés comerciais, mas limitar a oferta de lotes superiores.
O cenário, portanto, permanece dividido: mais café chegando ao mercado, mas estoques reduzidos e qualidade irregular continuam limitando uma pressão baixista mais consistente.
